quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Você, eu, eles e a falta de tempo!


Sinal dos tempos
A mania de correr contra o relógio mesmo quando não há compromissos é considerada uma alteração de comportamento.

Sentir-se oprimido pelo relógio é algo bem comum nos dias atuais, que parecem cada vez mais curtos diante do acúmulo de compromissos. Por isso, ninguém estranha que as pessoas estejam apressadas. Mas merece atenção o fato de se reclamar em demasia da perda de tempo. pode ser um sinal da chamada sindrome da pressa. Estudada desde os anos 80, ela voltou a ganhar destaque por conta do lançamento recente de Se tiver pressa, ande devagar (Ed. Fundamental), Um best-seller sobre gerenciamento do tempo escrito pelo especialista alemão Lothar Seiwert. O livro tras o teste para identificar o problema, também chamado de doença da pressa. Para alguns psiquiatras , no entando, é um exagero considerá-lo enfermidade. "É uma alteração de comportamento", afirma Táki Cordas, da Universidade de São Paulo.

Entre os sintomas estão agonia (devido a uma suposta escassez de tempo) e execução de atividades simultâneas. em geral, a pressa leva a tensão e o cansaço. No caso da alteração, a irritação e a impaciencia se manifestam sem motivo, em situações como esperar o sinal de trânsito ficar verde. "Até nos momentos de descanso, a pessoa acha que está perdendo tempo", observa a psicologa Ana Maria Rossi, de porto Alegre. A manutenção desse estado é um risco. "A pressa constante aumenta as chances de derrame ou infarto", alerta.

Um levant amento feito em 2004 pela psicologa Marilda Lipp, da PUC/ Campinas (SP), revelou que o problema é frequente. "De 294 executivos, 90% agiam apressadamente, apesar de não estarem atrasados, e 10 % precisavam se reeducar para recuperar a qualidade de vida", diz. A reeducação consiste em um treinamento para aprender curtir a vida em ritmo menos corrido. Uma sugestão é elevar as atividades mais importantes do dia e determinar o tempo para cada uma. A disfunção é mais constate em cidades mais agitadas. Também no ano passado, Marilda detectou a alteração em 1500 pacientes dos quatro mil atendimentos no ambulatório de ansiedade da PUC/ Campinas. No Ambulatório de Ansiedade da Universidade Federal do Pará, nenhum dos 130 pacientes atendidos em 2004 sofria de pressa.
Revista ISTOÉ, 23 de Fevereiro/ 2005.
Página 55. Mônica Tarantino



Esta Matéria saiu na ISTOÉ em 2005, estamos no final de 2009 e a cada dia este quadro só tem piorado cada vez mais, é importante prestar atenção em alguns fatores que apresentam alerta na nossa vida, a falta de tempo infelizmente é presente e constante para todos. O trabalho, a faculdade, os cursos, em alguns casos o casamento e até os filhos deixam as pessoas enlouquecidas e angustiadas.

Digo isto porque por pior que pareça a vida é mesmo uma correria, não é nada fácil acordar às 6h (ou até antes) ir trabalhar, passar por stresses, pegar condução lotada ou enfrentar aquele transito caótico, ir direto para a faculdade, e chegar só meia noite em casa. E aos finais de semana, principalmente domingo, passamos angustiados pensando "Meu Deus, amanhã começa tudo novamente". Acontece que são nessas situações que nem aproveitamos e curtimos nossa vida, porque na maioria do tempo passamos exaustos e estressados!

Mas antes que enlouqueçamos, é bom parar uma horinha e pensar um pouco em nós mesmos, tentar organizar e selecionar bem os horários, e principalmente reservar um booom tempo para se cuidar.

Beijo Grande, fiquem com Deus e até o próximo Post!

domingo, 8 de novembro de 2009

Poder e fama



"COMPAIXÃO"
(Música de Lulu Santos)

A gente exige respeito
e mesmo consideração
mas não deixa de se divertir
com alguém que cai no chão

A gente quer tempo/ espaço
e uma rica produção
mas muitas vezes quando chega a hora
a gente enfia os pés pelas mãos

A gente fala pelo direito
e pela libertação
mas normalmente vira outra pessoa
quando tá com o poder na mão

A gente faz questão de estar sempre na roda
jogando fora sem convicção
a gente quase, quase nunca fica frio
revisara o vazio em alta tensão

A gente não tem compaixão
se contenta com a razão
nem com a gente mesmo
a gente não tem compaixão

---

Você consegue refletir a letra dessa música?
Poder e fama é algo que sobe pela cabeça de qualquer pessoa, sem excessão. É cansativo ver a situação, algumas pessoas agem de forma incontrolável. À vezes não se dão conta de quando acabam passando dos limites.

Quando falamos de abuso de poder, o que passa pela sua cabeça?
Não é muito difícil, creio que muitos pensam: Polícia, governo, seu chefe no seu trabalho, alguém que assume um cargo superior, e principalmente tem como função gerir pessoas. Não se pode generalizar, é claro.



Aposto que muitos pensam: "comigo seria totlamente diferente", "se fosse eu no lugar de fulano" e blá blá blá... Mas será mesmo que seria tão diferente assim?

Quantas vezes você já ouviu que faz parte do ser humano querer ser ou se sair melhor que o outro em determinadas situações, e os que possuem espírito de competição para tudo que resolvem fazer na vida. É algo que atua diretamente no ego das pessoas. "Eu sou", "Eu estou", "eu, eu, eu,eu, ..."


Mas e a fama?
Tornar-se conhecido e famoso também sobe se forma inacreditável pela cabeça das pessoas, um dia são alguém como qualquer outra, no outro são pessoas famosas, conhecidas no mundo inteiro, e como também faz parte do ser humano, nunca estar fdeliz com o que tem, eles lutam por uma aparencia melhor, manter um status invejável, serem alvos da mídia, e o centro das atenções.

Alguns perdem a noção e o bom senso, e simplesmente se destroem.

Sempre foram ícones da beleza e possuem fãs no mundo inteiro, o problema é que não se contentam com a beleza que possuem ou com o que tem, são plásticas e mais plásticas, umas mudanças aqui outras alí. E passam a ser aquele (a) com anorexia, a que da vexames, passam por situações constrangedoras e chocam o mundo.

Michael Jackson

Amy Winehouse

Lindsay Lohan

Jocelyn Wildenstein


Michaela Romanini

Mickey Rourke

Donatella Versace

Amanda Lepore
Nicole Richie



Posted on domingo, novembro 08, 2009 | Categories:

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Abaixando a Máquina

Nem sempre a profissão do fotógrafo é um mar de rosas como muitos imaginam. Muitas vezes o fotojornalista corre riscos de vida, atrás da melhor imagem, vejam esse vídeo:

Trailer:


Sinopse:

Emoção, imparcialidade, sociedade e respeito são os conceitos levados em conta pelos fotojornalistas quando precisam decidir entre fazer ou não uma foto impactante. "Abaixando a Máquina - Ética e Dor no Fotojornalismo Carioca" aborda as questões inerentes à cobertura nos conflitos armados cariocas.

 

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

MÍDIA, MÁFIA E ROCK'N'ROLL


As pessoas passam a ter medo e receio do que muitas vezes não existe, passam a ver coisas onde não tem, isso tudo pela angustia das coisas que acontecem, como Claudio J. Tognolli cita em seu livro “Mídia, Máfias e Rock’N’Roll, no caso do PCC...

Claudio Julio Tognolli

“... Usa-se a prática na exploração da angústia. Usa-se o ator na exploração do medo. O uso político dos ataques do PCC começará a ocorrer quando passarmos a enxergar PCC em todos os cantos, mesmo que eles não existam.”
Pois é, mas se pararmos para analisar, não é só no caso do PCC que isto acontece ou aconteceu, é em basicamente tudo que nos assustam, principalmente quando o assunto é violência, vivemos num mundo que temos que agradecer todos os dias por continuarmos vivos, penso que “Se você for assaltado, perder tudo o que tem, nas condições que estamos precisamos agradecer por pelo menos estar vivo!”.
“Foi por isso que o filme A Bruxa de Blair fez tanto sucesso: não havia tubarão, Jason ou assassinos. Era o nada que exercia o terror. Nesse sentido, o medo está para a angústia assim como a nostalgia está para a melancolia. O nostálgico pensa “que saudades de minha namorada”. O melancólico indaga “como seria bom ter uma namorada”. Cabe à mídia regular e impedir isso: que o nosso medo de objetos reais não seja transformado, política e ideologicamente, em angústia do nada”.
Neste livro, o autor revela alguns segredos da mídia, o que sai e o que não é publicado por razões nem sempre ocultas, os bastidores de grandes reportagens, como são fabricados escândalos e como são evitados outros tantos. Da política ao jornalismo cultural, o livro é uma Bíblia para estudantes da área e um manual para leitores, ouvintes e telespectadores desvendarem os enigmas de jornais, revistas, rádio e tevê. (Fonte: Travesa.com.br - Este parágrafo)

Posted on quinta-feira, outubro 08, 2009 | Categories:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Versos Íntimos


Versos Íntimos
(Augusto dos Anjos)
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


Posted on terça-feira, setembro 22, 2009 | Categories:

sábado, 12 de setembro de 2009

ESQUECIMENTO



Eu sinto a dor do esquecimento
Sinto saudades da inocência
Penso, imagino e quero apagar tais pensamentos
Ainda não entendo razões de certas fantasias
Que simplesmente aparecem e me fazem sonhar,
Só lembro que ainda existe uma dor,
A dor do esquecimento.

Traída pela própria vontade,
E pelo próprio desejo,
Os sonhos se desfazem como um beijo.

A fé que me dava forças,
Hoje também é esperança,
A dor desconhecida,
Surgiu em meu ventre,
Na minha mente e no que me faz mulher.

Aquelas crenças que fazia parte de mim
Aquela vontade de viver e me permitir
Aquele Deus que sempre acreditei,
Ainda são partes de mim.

Posso sonhar, posso rir, posso amar,
Mas ainda existe aquela dor do esquecimento!

Por Joyce Barreto Chicon
Posted on sábado, setembro 12, 2009 | Categories:

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

INSPIRAÇÃO

-->

Inspiração vem de coisas que te faz lembrar alguém,
Ou algum momento marcante que arde em dois corações.
Inspiração surge com pensamentos positivos
Ou quando nos perdemos em nossas razões.
Inspiração aparece quando estamos vivendo intensamente
Ou quando amamos alguém perdidamente.

Por Joyce Barreto Chicon


Posted on quinta-feira, setembro 03, 2009 | Categories:

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tomara

Ficarei ausente por um tempo do blog, pois farei uma viagem para Fortaleza/ CE, enquanto isso deixo uma música que acordei pensando, sabe aquelas que grudam na cabeça o dia inteiro? Pois é, esse foi minha companheira hoje.

 TOMARA do ilustre Vinícius de Moraes, um de meus favoritos poemas!

"...E A COISA MAIS DIVINA QUE HÁ NO MUNDO, É VIVER CADA SEGUNDO COMO NUNCA MAIS."

terça-feira, 4 de agosto de 2009

REFORMA ORTOGRÁFICA



Acentuação dos ditongos das palavras paroxítonas

Some o acento dos ditongos (quando há duas vogais na mesma sílaba) abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte):

idéia ideia
bóia boia
asteróide asteroide
Coréia Coreia
platéia plateia
assembléia assembleia
heróico heroico
estréia estreia
paranóia paranoia
Européia Europeia
apóio apoio
jibóia jiboia
jóia joia

ATENÇÃO! As palavras oxítonas como herói, papéis, troféu mantêm o acento.

Acento circunflexo em letras dobradas

Desaparece o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos):

crêem creem
lêem leem
dêem deem
vêem veem
prevêem preveem
enjôo enjoo
vôos voos

Acento agudo de algumas palavras paroxítonas

Some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas:

baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura

ATENÇÃO! Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí

Acento diferencial

Some o acento diferencial (aquele utilizado para distinguir timbres vocálicos):

pêlo pelo
pára para
pólo polo
pêra pera
côa coa

ATENÇÃO! Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito)/ pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.

Acento agudo no u forte

Desaparece o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar:
averigúe averigue
apazigúe apazigue
ele argúi ele argui
enxagúe você enxague você

ATENÇÃO! As demais regras de acentuação permanecem as mesmas.

ALFABETO -Inclusão de três letras

Passa a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k“, “w” e “y“.

GRAFIA DE PORTUGAL - Alterações limitadas a Portugal

Desaparecem o c e o p de palavras em que essas letras não são pronunciadas:

acção ação
acto ato
adopção adoção
óptimo ótimo

Eliminação do hífen em alguns casos

O hífen não será mais utilizado nos seguintes casos:
1. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente:
extra-escolar extraescolar
aero-espacial aeroespacial
auto-estrada autoestrada
2. Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes serem duplicadas:
anti-religioso antirreligioso
anti-semita antissemita
contra-regra contrarregra
infra-som infrassom

ATENÇÃO! O hífen será mantido quando o prefixo terminar em r-
Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.

TREMA - Extinção do trema

Desaparece em todas as palavras:
freqüente frequente
lingüiça linguiça
seqüestro sequestro

ATENÇÃO! O trema permanece em nomes como Müller ou Citröen.

Espero que as informações tenham sido úteis!

FONTE: http://www.reformaortografica.com/

domingo, 28 de junho de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

Tiros em Columbine


Michael Moore
Na abertura de uma conta em um determinado banco, você tem direito a escolha de uma arma de fogo. “Mas não é perigoso dar uma arma dentro de um banco?” Questiona o cinegrafista Michael Moore.


Michael Moore, que cresceu em Michigan/ EUA (considerado o paraíso dos amantes de armas) quando adolescente ganhou um prêmio da National Rifle Association Marskman, por ser um bom atirador.

Homens vestidos de soldados dizem que ter uma arma é uma missão de responsabilidade. “Quem não tem arma, não é responsável”, afirma um deles.

Nas escolas alunos eram expulsos por portar armas de fogo. Crianças e adolescentes, Carregavam má reputação pela cidade, eram vistos como crianças com problemas, possuíam mal comportamento na escola, e por fim, eram vistos como alunos “perigosos”.

Pessoas dormem com armas (magnum 44) carregadas debaixo de seus travesseiros.

Lockheed Martin é a maior fábrica de armas do mundo, situada na região de Littleton/ Clorado.

Eric Harris, cujo pai era piloto e medalhado na guerra do golfo. 20% das bombas largadas nessa guerra foram por aviões que partiram de Oscoda, cidade onde Eric passou boa parte de sua infância.

Eric Harris e Dylan Klebold
Na manhã do dia 20 de abril de 1999, o instituto Columbine nos Estados Unidos da América, ficou marcado por um massacre praticado por dois estudantes, Eric Harris e Dylan Klebold, que possuíam bombas, metralhadoras Uzis, além de outras armas. Os dois percorreram toda escola e atiraram em alunos e professores, que desesperados corriam para debaixo das mesas da bibiblioteca e cafeteria.

Enquanto escondidos, professoras entravam em contato com a polícia e a mídia pedindo socorro e descrevendo a cena desesperadora que presenciavam. O pai de Eric Harris entrou em contato também e alegou que seu filho podia fazer parte do tiroteio, quando foi questionado, alegou que Eric fazia parte de uma gang, a “máfia dos impermeáveis”.

Mataram 12 alunos e um professor, atingiram também várias pessoas com 900 balas que foram disparadas, as armas utilizadas foram compradas legalmente em lojas da região.

Eric Harris e Dylan Klebold

Harris tinha um diário, que mais tarde foi encontrado pela polícia, ele escrevia coisas que foram consideradas como delírios. No final do massacre Harris e Klebold dispararam sobre eles mesmos.

Este foi um assunto que na época repercutiu e virou polêmica no mundo todo, o ocorrido inspirou o documentário do cineasta Michael Moore, "Tiros em Columbine" produzido em 2002 que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2003. E que até hoje é lembrado, sendo usado como comparativo para outros massacres também realizados em outras partes do mundo.

Intratec TEC-DC9 é semi-automática, pesa em torno de 1,5kg, utiliza mução de 9x19 Parabellum
Fonte - do blog "srjamesbond"

Para abordar o massacre, Michael Moore, mostra inúmeros acontecimentos violentos e criminosos. Como crianças e adolescentes conseguem armas de fogo com tanta facilidade?  “Por quê os Estados Unidos é o país mais violento e racista do mundo?".

De quem é a culpa? Especialistas julgaram quem consideram os maiores responsáveis pela imaginação e violência dos jovens. Heavy-metal, os pais, os filmes violentos, South Park, os jogos de vídeo, a televisão, os meios de comunicação, o diabo, os desenhos animados, a sociedade, as drogas e por maioria de votos o roqueiro Marlyn Manson.

Tantas acusações na mídia levou o cantor a se defender e afirmou que artistas como ele, não são os culpados. Mas depois do massacre, as pessoas realmente acreditavam que os assassinos escutavam Marlyn Manson. Michael Moore foi ouvir o cantor tinha para dizer. Manson falou sobre influências do presidente, em momentos que pessoas se esquecem que o presidente largou bombas do outro lado do mar, mas ninguém o julgaria, preferiam julgar Manson, porque ele faz rock, e as pessoas acham uma ameaça porque segundo ele, ele dis o que pensa e o que quer.

Michael Moore pergunta: O que você diria para os alunos de Columbine?
Marlyn Manson responde: Eu não diria nada, simplesmente ouviria o que eles têm para dizer. Acho que foi isso que as pessoas não fizeram.

Michael Moore compara os EUA e o Canadá, países vizinhos com uma diferença muito grande nos números de violência. Enquanto nos Estados Unidos a quantidade de homicídios, vendas de armas e crimes aumentam. Os canadenses não se preocupam em deixar as portas de suas casas abertas durante a noite.


Sinopse

Um documentário que investiga a fascinação dos americanos pelas armas de fogo. Michael Moore, diretor e narrador do filme, questiona a origem dessa cultura bélica e busca respostas visitando pequenas cidades dos Estados Unidos, onde a maior parte dos moradores guarda uma arma em casa. Entre essas cidades está Littleton, no Colorado, onde fica o colégio Columbine. Lá os adolescentes Dylan Klebold e Eric Harris pegaram as armas dos pais e mataram 14 estudantes e um professor no refeitório. Michael Moore também faz uma visita ao ator Charlton Heston, presidente da Associação Americana do Rifle.


DICA: Para quem se interessar em assistir o documentário, no "youtube", é possível encontrar completo. divididos em 8 partes, clique aqui e assista.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Um sorriso que fez meu dia valer



Um sorriso que fez meu dia valer
Que doçura,
O brilho nos olhos me cobra um sorriso,
Sentada de vestido florido, que jeito curioso o dela,
Seus cabelos negros e crespos, ajeitado num laço vermelho,
Tão miúda, com braços e pernas finas,
Pele nova e pura, de cor negra opaca.
Com os dedos entrelaçados, olhava para tudo o que parecia novidade
Avistou uma mulher de saia rodada guiando um cachorro na rua,
Seguia-os com os olhos, em seguida deu um sorriso travesso
Mexia a cabeça procurando algo interessante que pudesse ver,
Não avistou nada diferente, ajeitou-se no acento, e brincava com as mãos,
Moleca levada agarrou a bolsa da mãe que estava ao lado,
De uma forma rápida e engraçada fuçava nos pertences aliestavam
Puxou uma fita cor-de-rosa e amarrou-a no pulso,
Com movimentos lentos dava um nó na fita,
A Mãe olhava de uma forma impaciente,
Logo saltou do acento e levantou a menina pelo bracinho magro
Que lançou-lhe um olhar de desaprovação,
A mãe encaixou a menina entre as penas e empurrando-a com o corpo,
Lançou-a para frente, esmagando-a na mulher de vermelho em pé a sua frente
A menina que várias vezes reparava que eu a observava-a, olhou para o lado e disse um oi com uma voz fina e tranquila acompanhado de um sorriso tímido, que fez valer minha manhã
A mãe lançou-a rapidamente para fora do ônibus,
E então eu observei-as pela janela, até não poder vê-las mais,
Aquele foi o ato que tomou conta dos pensamentos em parte do meu dia.


Posted on segunda-feira, abril 13, 2009 | Categories:

terça-feira, 17 de março de 2009

de Carlos Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade


Esta semana voltando do trabalho para casa, peguei o metrô na Sé sentido Barra Funda/ SP, sentei e abri um livro que adoro, "CORPO", de Carlos Drummond de Andrade. Estava entretida na leitura, reparei por um momento que um rapaz sentou-se ao meu lado e ficou observando o livro. Normal, é comum encontrar curiosos que tentam ver a capa do livro que estamos lendo, eu faço parte deste grupo! ;)

Senti um cutucão no meu braço, olhei para o lado, e esse rapaz disse:
- Me desculpa incomodar, mas reparei que está lendo Drummond, eu adoro todos os poemas dele.
- Pois é, são muito bons mesmo, eu adoro! - E voltei para minha leitura.
- Olha, eu sei que nem conheço você, mas eu gostaria de te sugerir uma leitura, pode ser?
- Claro! Respondi.
- Leia "o poema das 7 faces". Duvido que não goste.
- Eu adoro este poema, difícil é conhecer as obras de Drummond e não conhecer "o poema das 7faces"!

E assim se desenvou uma conversa de alguns minutos sobre Drummond. Achei tudo tão inspirador que resolvi dedicar um post a este poema que foi assunto entre mim e o rapaz que não perguntei o nome. E também um poema lindo do livro que eu lia no metrô. "Flor Experiente".



Poema de sete faces
(Carlos Drummond de Andrade)

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas e amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.


O poema do livro "CORPO"




Flor Experiente

Uma flor matizada
entreabre-se em meus dedos.
Já sou terra estrumada
- é um de meus segredos.

Careceu vida lenta
e mais que lenta, peca,
para a cor que ornamenta
esta epiderme seca.

Assino-me no cálice
de estrias fraternais
O pensamento cale-se
É jardim, nada mais.

(do livro Corpo, de Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Crise na coleta de lixo



Frase pintada na parede de um clube em Osasco
Por Joyce Barreto Chicon

A situação do lixo no país é de chocar, é comum passarmos pelas ruas e encontrarmos muita sujeira espalhada, lixo de todos os tipos pelas calçadas e no meio da rua dificultando o transito de carros e pessoas. Infelizmente faz parte da realidade do nosso país.

E quando aparece na mídia, também ganha destaque pessoas inconformadas dizendo que tudo é um absurdo, logo esses mesmos indivíduos, acham culpados e são eles, o governo e o Estado, sempre estão em nosso julgamento. Mas me pergunto, e nós,  O QUE FAZEMOS PARA MELHORAR A SITUAÇÃO QUE TANTO NOS INCOMODA?

Eu sim fico inconformada quando ando pelas ruas e encontro nas frentes de casas, lixo e entulho jogado, então vejo essas pessoas andando pelas ruas e jogando embalagens de alimentos no chão, ou quando estou dentro do carro e vejo o indivíduo da minha frente atirar pela janela desde uma simples bituca de cigarro, até enormes quantidades de papeis pela janela.

Confesso que atitudes assim me deixam irritada. Claro, como pode uma pessoa não ter noção alguma do quanto aquele ato é prejudicial, me desculpem, mas isso sim é uma enorme ignorância humana.

Latões de lixo recicláveis em Campos do Jordão
Foto por joyce Barreto Chicon


Outra questão é, somos seres racionais (às vezes nem tanto), mas sabemos os problemas que o consumo exacerbado causa para nós mesmos. Muitas das embalagens dos produtos que compramos é extremamente prejudicial ao meio ambiente, e ao invés de dispensá-los, ou mandar para reciclagem, quando não é na rua, esgotos e rios, esse lixo é jogado em restos orgânicos. Viram lixo acumulativo, um dos maiores causadores das enchentes que nos últimos tempos é um fator muito preocupante no país.

Mesmo as vítimas desse caos, quem deveriam ser as principais colaboradoras com o meio ambiente, são aquelas que também não pensam nas consequências de seus atos. Não generalizo, mas afirmo que através de pesquisas os locais que se encontram de maneira mais precária sobre o lixo, são os lugares de baixa renda.

Surge uma sensação de abandono e de pouco caso, e são em situações assim que colocamos o governo como culpado de atos que podem ser evitados pelas pessoas.

O maior problema de todos, é o comodismo da população, mesmo para as coisas que os incomodam. Essa é uma crise que só vem crescendo, e campanhas e discursos de conscientização deixaram de ter valor. E enquanto nós não fizermos a nossa parte, será um problema sem solução.

Por joyce barreto Chicon

Imagens de lixo e entulho em frente barracos e casas

 Entulho abandonado por cerca de três meses em um bairro de Osasco
Foto por Joyce Barreto Chicon

Terreno abandonado com placa "Proibido jogar lixo ou entulho de qualquer natureza" - Prefeitura de Osasco - SP
Foto por Joyce Barreto Chicon

Lixo e entulho espalhados pelo mesmo terreno da foto acima
Foto por Joyce Barreto Chicon

Lixo abandonado pelas calçadas
Foto por Joyce Barreto Chicon

Calçada na cidade de Carapicuíba em frente a barracos na Avenida
Foto por Joyce Barreto Chicon


---

No dia 13/02/2009, o jornal O Estado de São Paulo, publicou uma matéria sobre a crise na coleta de lixo em São Paulo. E o Jornalista Washington Novaes, fez um artigo sobre o assunto: “No meio dos lixões importando lixo”.



É um assombro ler no jornal (Estado, 13/2) que há uma crise na coleta seletiva de lixo em São Paulo e que a maioria das cem cooperativas de catadores reduziu em dois terços suas atividades, por causa da queda brutal nos preços dos produtos que vende. Nem é preciso ser muito informado para deduzir que se agravará o problema da coleta geral do lixo na cidade, que produz mais de 12 mil toneladas diárias de resíduos domiciliares e comerciais e está com seus aterros esgotados. E o próprio coordenador da coleta seletiva admite que pelo menos 20% do que já vai para aterros seria reaproveitável. Desperdício que vai aumentar, já que os catadores, no País, respondem pelo encaminhamento às empresas recicladoras de cerca de um terço do papel e papelão, uns 20% do plástico e do vidro, mais de 90% das latas de cervejas e refrigerantes.


Tudo fica ainda mais difícil de assimilar quando se raciocina que, com uma crise de recursos como a que engolfa o planeta, materiais mais baratos (como os reaproveitáveis e recicláveis) deveriam, em princípio, ser valorizados. Da mesma forma, quando se lembra que em grande parte do mundo aterros nem podem mais existir, pela legislação - enquanto nós continuamos a depositar em lixões a céu aberto mais de metade das 230 mil toneladas recolhidas a cada dia (IBGE); e pouco mais de 10% chega a aterros adequados. E ainda não é tudo. Este jornal informou também (2/2) que a construção civil gera na cidade 17 mil toneladas de resíduos por dia e que parte deles vai para 1,4 mil pontos irregulares, fora dos "ecopontos". Só 1% dos resíduos é reaproveitado (90% na Holanda). E provavelmente nada se resolverá tão cedo, já que a licitação para quatro aterros de entulhos (124 mil toneladas/mês) está embargada pelo Tribunal de Contas do Município, uma vez que o preço ali previsto está 34% acima do que é pago hoje.


Não é só São Paulo que sofre. Praticamente todas as grandes capitais brasileiras estão com seus aterros esgotados. Coleta seletiva é exceção rara. E, no entanto, como já se comentou aqui, a maior parte do que vai para aterros poderia ter uma destinação mais adequada. Um estudo universitário mostrou que 91% do lixo aterrado em Indaiatuba (SP) poderia ser reciclado ou reaproveitado. E é assim em toda parte.


Mesmo em áreas em que poderíamos estar tranquilos vivemos às voltas com situações dramáticas. Agora, por exemplo, o Brasil pode sofrer retaliações da União Europeia (Estado, 26/12/2008) por não cumprir o prazo concedido pela Organização Mundial de Comércio (OMC) para unificar a legislação que proíbe a importação de pneus usados. O prazo terminou em novembro, mas o governo brasileiro não conseguiu derrubar na Justiça liminares das recicladoras que lhes permitem a importação de milhões de pneus a cada ano - com o argumento de que o País permite a entrada de pneus do Uruguai e Paraguai, porque um Tribunal Arbitral do Mercosul assim o exige (embora a Argentina não cumpra a "exigência"), segundo o Itamaraty. A Europa tem altos interesses em jogo na questão, porque a cada ano são descartadas ali dezenas de milhões de pneus usados, para os quais não há destinação. O curioso é que temos legislação a respeito: o Conselho Nacional do Meio Ambiente não só não permite a importação como obriga os fabricantes locais de pneus a receber de volta um número maior do que o fabricado. E o Ministério Público Federal é pela proibição de importar.


Mas surpresa mesmo é tomar conhecimento (Ambiente Brasil, 11/2) de que estamos importando lixo tecnológico da Califórnia. Segundo o Departamento de Controle de Substâncias Tóxicas daquele Estado, em 2006 pelo menos 1.190 toneladas de lixo eletrônico foram enviadas para o Brasil (televisores, computadores, celulares e outros itens), contrariando, em princípio, a Convenção de Basileia, que tenta combater o trânsito internacional de resíduos perigosos dos países industrializados para os demais. E aqueles itens enviados têm alto teor de chumbo e mercúrio. O Brasil recebeu naquele ano cerca de 20% do lixo eletrônico exportado pela Califórnia, que tem legislação proibindo o despejo desses itens em aterros. Por isso, exporta-os, integrando-se ao chamado "colonialismo da imundície", promovido por grande parte dos países desenvolvidos, principalmente para a África (a Nigéria é a campeã dos receptores). O Brasil participa da Convenção de Basileia, mas o Ministério do Meio Ambiente informou não ter conhecimento do assunto.


Melhor ficar de olho aberto, já que agora o governo Barack Obama tem como um de seus membros em alto posto Larry Summers, que, em seu tempo de Banco Mundial, chegou a propor como política oficial a exportação exatamente do lixo tecnológico para países do "Terceiro Mundo", invocando como argumento a "justiça social"! Dizia ele que, como a produção de lixo tecnológico é pequena nos países "em desenvolvimento", medida per capita, então seria justo que recebessem o lixo tecnológico que os desenvolvidos geram em abundância. Recebeu uma resposta contundente e arrasadora do então secretário nacional de Meio Ambiente, José Lutzenberger, e não insistiu mais no assunto.


Seja pelo ângulo que for, nosso progresso na área dos resíduos tende a demorar. Inclusive porque continua empacado no Congresso o projeto de Política Nacional de Resíduos Sólidos, mandado pelo Executivo. Embora seja um texto muito fraco e deficiente, poderia pelo menos fazer avançar a discussão, por meio dos parlamentares mais empenhados. Mas estes são poucos e enfrentam os lobbies das grandes empresas de coleta e destinação de resíduos (fortes financiadoras de campanhas eleitorais), além das produtoras de embalagens, que não querem ter a obrigação de recolhê-las e dar-lhes destinação. Se não houver pressão social - e forte - não caminharemos.

Washington Novaes é jornalista
E-mail:
wlrnovaes@uol.com.br


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O Último Dia de um Condenado

O último dia de um condenado -
 Victor Hugo 
(ed. Estação Liberdade)

Principalmente para os admiradores do autor e poeta Victor Hugo. Quem já leu alguma de suas obras, sabe que são leituras prazerosas, inteligentes e filosóficas. E não tem nada melhor do que ler um livro que te prenda durante a história inteira, daqueles que você não vê a hora de saber o que vai acontecer no final, mas quando está para acabar, não da vontade de parar de ler mais.

E "O último dia de um condenado" é exatamente assim, uma leitura prazerosa que prende o leitor do início ao fim, tipo de história que você viaja para dentro do livro e ve todas as cenas perfeitamente. 

INDICO, é uma leitura fácil, 188 páginas, e a divisão é feita pelos dias do condenado, ou seja, são passagens bem curtas. Caso se proponha a ler, acredito que em uma semana consegue terminar.

Trechos do livro:

Página 31
“Condenado à morte!
Já se vão cinco semanas que convivo com tal pensamento, sempre só com ele, sempre petrificado por sua presença, sempre encurvado sob seu peso!
Outrora, pois me parece que faz anos e não semanas, eu era um homem como outro qualquer. Cada dia, cada hora, cada minuto tinha sua ideia. Meu espírito, jovem e rico, era repleto de fantasias.”

Página 131
“Ora! Vamos, coragem diante da morte, tomemos esta terrível ideia com as duas mãos e consideremo-la de frente. Perguntemos a ela o que ela é, saibamos o que ela quer conosco, esmiucemo-la por todos os lados, perscrutemos o enigma e olhemos antecipadamente para dentro do túmulo.”

Dica: Eu que adoro livros, e normalmente compro vários, sou uma "traça" de sebos. Acho ótimo os títulos que a gente encontra que quase não existem mais, e os valores baixinhos. Apesar de que este eu comprei na FLIP de 2008.
Acho que muitos conhecem e até fazem o mesmo, mas tem o site Estante Virtual que você consegue ter uma base de valores, e se de repente se interessar e quiser comprar, vale a dica! ;)